Tremo só de pensar que vos escrevo esta carta.
Não porque mo custe fazer porque sempre temos de conversa mas por causa do seu objectivo.
Não será decerto mui digno da minha parte declarar-vos o meu amor por vós mas é mais forte que eu esta minha vontade de partilhar este sentimento que arfa no meu peito e me deixa numa inconstância terrível.
Seja cego, surdo ou mudo, qualquer outro poderá reparar neste meu impreparo amor que me faz sorrir sem razão ou corar à menor brisa.
Rogo-vos que não tenhais por mim desprezo por esta ousadia mas creio que, depois das nossas conversas e olhares, sinto em si a mesma vontade de estar junto, de partilhar, de beijar e amar até mais não poder.
Compreenderei se uma aventura amorosa não quiserdes ter comigo… afinal… sou casada. Mas peço-vos encarecidamente. Sabeis que este casamento apenas existe por interesse social e nada de amor, amizade ou compreensão nele habita. Esta casa é isso apenas e não um ninho ou lar para onde se deseja regressar. Nos últimos tempos, apenas a vossa companhia me dá o tão ambicionado alento para suportar esta minha existência em algo medíocre e fútil.
Tenho a firme certeza que será em seus braços que irei encontrar o prazer de ser mulher, o despertar dos mais profundos sentidos do prazer, as tão desejadas emoções de sentir amar.
Rogo-vos, não vos apartais de mim porque a minha existência sem vós não faz mais sentido. Mas, se por minha infelicidade, não quiserdes partilhar comigo o verdadeiro sentido do amor, partinde para nunca mais voltar porque maior dor de não viver é ter ao lado e não poder beber desse cálice.
De quem se atreve a dizer amo-te
CS
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
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