Poderia começar eu por vos dizer a mais banal mas poderosa frase que vos amo do fundo do meu coração, com todo o meu corpo e alma.
Poderia alegar que sem vós nada mais tem sentido e a vida se esfuma sem sabor.
Poderia reclamar deste sentimento que me tolda os sentidos, que me enibria as vontades, que me altera os modos.
Mas… sabei vós meu eterno amor que de todo isso vos direi. Irei, neste doce leito, bordar outras palavras, enfeitar outros pensares, proclamar outros saberes e sabores.
Sob a serenidade de um corpo transparente de rio sereno e apaziguado vejo emergir a mais bela das nereides. O rosto é de um beleza eterna e tão pura que as plantas à beira rio se curvam em homenagem e vergonha e beijam a água cristal de onde tu emerges, minha amada.
Na leveza de uma ventania que se enrosca nas copas verdes das árvores se aninha a mais linda das fadas. O vento, seu criado, tapete volante, faz questão de lhe mostrar as mais infinitas maravilhas da Terra, para no fim da viagem, perceberes tu, minha doce amada, que nada há mais belo que tu.
A perder de vista se espraia um belo corpo verdejante que se deixa beijar pelas mais multicolores flores. Mas… em verdade vos afirmo… o mais maravilhoso corpo é o vosso que nas doces curvas enche a paisagem de erotismo e faz nascer desejos de pertença aos mais humilde dos seres.
Pois escutais estas minhas palavras, retiradas de um pensamento apaixonado que, para onde quer que se volte, em qualquer pedaço de Natureza, encontra a mulher amada e a deseja avidamente para se completar e ser imensamente feliz.
O teu amante
AS
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
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